Museu do Holocausto em Portugal

Aqueles que não se conseguem lembrar do passado, estão condenados a repeti-lo. O primeiro museu do Holocausto em Portugal, saiba mais.


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No próximo dia 20 de Janeiro irá ser inaugurado um novo museu, na zona do Campo Alegre, no Porto, com uma cerimónia reservada, focado e em homenagem às vítimas do Holocausto. Para além de ser o primeiro museu centrado neste tema em Portugal é também o primeiro na Península Ibérica e será de acesso livre.

Esta inauguração será num ambiente controlado e estará a ser liderada por Dias Bem Zion, este que é o presidente da Comunidade Judaica do Porto e também conta com a liderança de Rui Moreira, o atual presidente da Camara Municipal do Porto.

Para a realização desta cerimónia foi requerido uma autorização à Direção Geral de Saúde e contará com a presença dos embaixadores das potências envolvidas na Segunda Guerra Mundial, de Israel, a especialista do programa do Holocausto da UNESCO, o chefe da delegação de Portugal à IHRA (Aliança Internacional Memória do Holocausto), da comissária do Projeto Nunca Esquecer, do presidente da Comunidade Mulçumana do Porto, o Bispo da cidade e ainda o Secretário de Estado da Cultura.

É importante referir que este evento ocorrerá com todos os cuidados e possui um plano de contingência para o covid-19. Contudo, para o público, o museu do Holocausto só irá abrir as suas portas dia 27 de Janeiro.

O Museu

A Comunidade Judaica do Porto, no ano de 2013, colaboraram com o Museu do Holocausto de Washington e partilharam os seus arquivos referentes a refugiados que passaram pela cidade do Porto. Contudo estes arquivos agora estão de volta e incluem documentos oficiais, cartas, testemunhos e diversas fichas individuais que vai poder observar neste novo espaço

Este é um museu muito especial criado pela comunidade Judaica do Porto que tem como objetivo mostrar e retratar a vida judaica antes, durante e após o Holocausto, desde a expansão do nazismo até à libertação e pós-guerra. Existirá uma reprodução de uma sala com os nomes, um memorial da chama, os dormitórios e as suas condições no campo de concentração de Auschwitz, cinema e ecrãs exibindo filmes reais sobre o antes, o durante e o depois da tragédia, corredores com a narrativa completa, entre outros.

O museu irá investir na formação profissional e ensino de educadores, bem como irá promover bastante as suas exposições, de maneira a incentivar a investigação e conhecimento deste acontecimento trágico.

É também importante ensinar nas escolas de Portugal sobre o Holocausto, para que informar os mais novos do que foi e de maneira a que os erros não se repitam, pois como a tão conhecida frase diz, “Those who do not remember the past are condemned to repeat it”, traduzindo significa que aqueles que não se conseguem lembrar do passado, estão condenados a repeti-lo. O museólogo Hugo Vaz afirma que é esperado cerca de 10 mil alunos por ano ao Museu do Holocausto no Porto.

A construção do museu, segundo os responsáveis da Comunidade Judaica do Porto, contou com um donativo significante de uma família sefardita portuguesa do Sudoeste Asiático, vítima de um campo de concentração japonês durante a Segunda Guerra mundial.